terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MINHA HISTÓRIA...CONTINUAÇÃO...EM BREVE NOVIDADES EM SHANGRILA....


Agradeço a boa educação que recebi e levarei
pra sempre comigo, como um troféu.
Tive uma infância normal, estudei, brinquei e
também trabalhei pra ajudar meus pais.
Comecei a trabalhar bem nova, com nove anos
de idade eu já vendia verduras e pão caseiro pra
minha mãe. Também cuidava dos meus sobrinhos
pra minha irmã trabalhar.
Com 12 anos eu já trabalhava de doméstica.
Também trabalhei na colheita de algodão com
meu pai. Aprendi a trabalhar cedo, mas não tinha
responsabilidade.
Com 14 anos conheci a pessoa que mudou minha
vida pra sempre. Falava bem, sorriso bonito...
eu gostei, só não sabia que iria me causar tanta
tristeza. Desobedeci meus pais, como muitas adolescentes
fazem, só veem o agora e não pensam no
amanhã. Só não me arrependo do que fiz porque
tenho as joias mais preciosas da minha vida.
A minha desobediência me custou uma vida
toda e com isso, a minha juventude, meus estudos,
pois o fruto da minha desobediência foi um filho
aos 15 anos e uma filha aos 16 anos, filhos estes
que não tiveram nenhuma culpa pela minha decisão
errada. Quando meu filho tinha sete meses, eu
estava grávida de cinco meses da minha filha e fui
abandonada. Meu Deus, o que fazer agora? Estava
grávida e com um filho de sete meses. Quem iria
contratar uma adolescente grávida? Então coloquei
uma faixa na barriga e fui procurar trabalho.
Ufa... eu consegui, passados dois meses meus patrões
descobriram que eu estava grávida.
Tive medo, pavor... o que seria de mim se me
dispensassem? Tinha um neném de colo e estava
grávida, meus pais me ajudavam, mas também não
tinham muito.
A vida não estava sendo fácil, mas, graças a Deus,
existiram e ainda existem pessoas boas. A minha
patroa era psicóloga, e o esposo dela, bancário, e
para minha surpresa, resolveram não me dispensar.
Ela, tia Elaine, como eu chamava, sentou-se comigo
com muito carinho e amor. Disse que iria me
ajudar, mas que nunca mais era pra eu usar faixa.
Trabalhei com eles até os últimos momentos da
minha gravidez. Enfim, tive minha filha, filha que
muitas pessoas queriam para adoção pelo simples
fato de sermos pobres e o pai ter nos abandonado.
Mas quando vi aqueles olhinhos pretos me
olhando, eu disse: – Não, é minha menina!
A maior alegria da minha vida foi o nascimento
dos meus filhos, embora eu fosse uma adolescente
ainda.

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